Em memória de Dana Galkovitz

Nunca a vi, mas fiquei comovido com sua história de vida, luta pela paz e amor ao próximo. E assim nasceu esta página como forma de perpetuar sua memória.

O pai da brasileira Dana Galkovitz, que foi morta na quinta-feira, dia 14/07/2005 em uma comunidade agrícola no sul de Israel depois de um ataque com mísseis lançados a partir da Faixa de Gaza, disse que a violência na região preocupava muito a estudante.

" Dana queria muito a paz e fez tudo o que pôde para contribuir para um melhor entendimento entre os povos", disse Natan Galkovitz.

"Durante o serviço militar, ela fez todos os esforços para tentar humanizar o tratamento dos soldados à população palestina. Ela estava muito preocupada com a violência."

Dana, que tinha 22 anos, era estudante de Comunicação na Faculdade Sapir e tinha terminado o serviço militar recentemente.

Durante o serviço militar, ela serviu no departamento de educação de militares, na Faixa de Gaza.

Dana nasceu em Israel, mas tem dupla cidadania (israelense e brasileira), já que seu pai nasceu em São Paulo.

Especialista em computadores, Natan Galkovitz mora há 20 anos no Kibutz Bror-Hail, onde a maior parte dos moradores é brasileira.


Natan contou que Dana estava chegando em sua casa, na comunidade agrícola de Netiv Ha'asara, quando o Hamas lançou mísseis contra o local. "O quarto míssil atingiu diretamente a cabeça da minha filha, e ela morreu imediatamente", disse ele.

O pai também contou que Dana falava português fluentemente. "Eu sempre falei com ela em português." Ele também afirmou que ela tinha planos de visitar o Brasil em breve.

Natan expressou um profundo pessimismo em relação às perspectivas de paz entre israelenses e palestinos.

"Não acredito que vai haver paz nem nesta, nem na próxima geração. Talvez só daqui a três gerações seja possível algum avanço, quando os dois povos tiverem novos líderes."

De acordo com Natan Galkovitz, "com os líderes atuais, dos dois lados, será impossível fazer a paz".


O secretário do kibutz Bror-Hail, Avraham Shenfeld, de 72 anos, acha que a paz é possível e que um acordo é a única maneira de evitar tragédias como a que aconteceu com Dana Galkovitz.

"A paz é a única maneira de garantir a segurança, mais do que qualquer tipo de defesa militar", disse Shenfeld, brasileiro que mora no kibutz há 40 anos.

" A morte de Dana é uma grande tragédia para todos nós, ela era uma moça muito gentil, ruiva, sempre sorridente."

"Imagine que recentemente ela terminou o serviço militar na Faixa de Gaza e morreu quando estava na varanda da sua casa", disse.



A.D

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