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Naquele
dia, saiu Jesus e sentou-se à beira do lago.
Acercou-se dele, porém, uma tal multidão, que precisou entrar numa barca.
Nela se assentou, enquanto a multidão ficaba à margem. E seus discursos foram
uma série de parábolas.
Disse
Êle:
"Eis
que o semeador saiu a semear e, ao semear, uma parte da semente caiu à beira
do caminho e as aves vieram e a comeram.

Outra parte caiu em lugares pedregosos,
onde não havia muita terra.
Logo brotou, porque a terra era pouco profunda.
Mas, ao surgir o Sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou.
Outra ainda
caiu entre os espinhos. Os espinhos cresceram e a abafaram.
Outra parte, finalmente,
caiu em terra boa e produziu fruto à razão de cem, sessenta
e trinta por um".

Quem tem ouvidos, ouça (...)

Todo aquele que ouve a Palavra
do Reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado
no seu coração. Este é o que foi semeado à beira
do caminho.
O que foi semeado em lugares pedregosos é aquele que ouve
a Palavra e a recebe imediatamente com alegria, mas não tem raiz em
si mesmo, é de momento: quando surge a tribulação ou a
perseguição por causa da Palavra, logo sucumbe.
O que foi semeado
entre os espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas os cuidados do mundo
e a sedução da riqueza sufocam a Palavra e ela se torna infrutífera.

O que foi semeado em terra boa é aquele que ouve a Palavra e a entende.
Esse dá fruto, produzindo à razão de cem, de sessenta
e de trinta”.

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